Karol Barbosa sorrindo ao lado de uma mala numa rua de pedras de uma cidade europeia, ao pôr do sol
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Vender tudo e ir embora do Brasil para morar na Europa

5 de setembro de 20269 min de leitura

Largar tudo e morar na Europa: vendemos o carro, as roupas e saímos de Garopaba. Por que fizemos isso mesmo com a vida dando certo e o que vem agora.

Oi, oi, gente! Se você clicou aqui por causa do título, eu tenho uma coisa para te contar: na verdade a gente não vai vender tudo e ir para a Europa. A gente já vendeu, já foi, já está aqui. Dia 7 de setembro faz 2 meses que a gente pegou o avião. Quem me acompanha no Instagram já sabia dessa novidade, mas eu senti que precisava trazer para cá também, contar direitinho do começo, porque tudo que vem daqui para frente sai dessa história.

Assista ao vídeo completo

Por que vender tudo se estava tudo dando certo?

Essa foi de longe a pergunta que eu mais recebi. E ela é justa, viu? Porque a resposta honesta é: não tinha nada errado. Estava tudo bem, tipo, estava tudo dando certo no Brasil. A gente não fugiu de nada.

Karol Barbosa no vídeo com a pergunta na tela: por que vocês decidiram fazer isso?
A pergunta que mais chegou na caixinha depois que a gente contou.

Para vocês entenderem, era essa a minha vida quando a gente decidiu ir:

  • Eu estava fazendo bastante trabalho, recebendo publi, sendo notada por marcas maravilhosas que eu já consumia no meu dia a dia e que estavam ali no meu diário de desejos, sabe? Marcas com quem eu sonhava trabalhar.
  • Estava praticando o meu esporte favorito, que vocês sabem que é o beach tennis, e tinha conhecido o Pilates e estava amando também.
  • A gente morava numa casa que a gente super amava, em Garopaba, que é uma cidade maravilhosa e muito tranquila.
  • Estava pertinho da minha família, com as minhas amigas por perto.
  • E, inclusive, vocês lembram que eu contei aqui? Eu tinha começado a dirigir. Garopaba é muito tranquilo para dirigir, então eu estava me sentindo super motorista.
Quadra de areia de beach tennis coberta, esporte que Karol Barbosa praticava em Garopaba
O beach tennis, que é a coisa que eu mais sinto falta até agora.

Então, para quem estava olhando de fora, realmente parecia que não fazia sentido nenhum. Tipo, meu Deus, o que que eles estão fazendo da vida deles? E, para ser sincera, às vezes até eu pensava assim: meu Deus, que loucura é essa que a gente está fazendo. Será que faz sentido? Será que é isso mesmo?

Porque é muito fácil a gente tomar uma decisão de mudança quando a gente está insatisfeito com o que está vivendo, né? Você não está gostando da casa onde mora, é mais fácil pensar numa casa melhor. Difícil é responder para a sua família, para os seus amigos, para as pessoas que perguntam: por que vocês estão tomando essa decisão se está tudo bem?

De onde veio essa vontade de morar na Europa

Para vocês entenderem um pouquinho: eu e meu marido a gente se conheceu no intercâmbio, na Irlanda, em 2019. Os dois de Santa Catarina, e a gente foi se encontrar do outro lado, num país que eu nem fazia ideia que existia. Tipo, nunca tinha escutado falar. Acho que já está explicado o motivo da gente sentir essa necessidade de conhecer país novo, cultura nova, sabe?

Karol Barbosa no vídeo com a pergunta na tela: de onde surgiu essa ideia?
De onde surgiu essa ideia toda, que é o que todo mundo quer saber.

Só que aconteceu a pandemia bem no meio do nosso intercâmbio. E aqui na Europa os lugares são muito pertinho um do outro, existem passagens muito baratas para conhecer tudo. Isso não foi possível por causa da pandemia. A gente acabou voltando para o Brasil, mas era para ser só um período, de novembro a fevereiro, principalmente porque já fazia quase dois anos que eu não via a minha mãe e ele tinha começado a trabalhar em home office.

Aí chegou perto de fevereiro, a pandemia não tinha passado, estava um caos. E a gente foi ficando. Alugou uma casa, se estabeleceu, e aquele "a gente volta depois" virou uns 5, 6 anos. Só que o sentimento ficava indo e voltando, sabe? A gente sempre se perguntando: e se a gente tivesse voltado para a Irlanda? Como teria sido?

A passagem de aniversário que a companhia aérea cancelou

No meu aniversário do ano passado, em setembro, um dos presentes surpresa que eu ganhei foi uma caixinha com três fotos dentro. Uma delas era uma montagem de vários lugares que a gente tinha conhecido, dos Cliffs, na Irlanda. E atrás de uma dessas fotos tinha uma passagem: ele já tinha comprado uma passagem para a gente vir para a Europa. Tinha comprado uns 2 ou 3 meses antes e ficou guardando esse segredo até o dia do meu aniversário.

A passagem era para fevereiro. Aí chegou perto de janeiro e a companhia aérea cancelou. A gente remarcou para maio e, quando maio começou a chegar, aquela conversa voltou com força: e se, em vez de manter a casa e as coisas paradas gastando dinheiro, a gente vendesse tudo e usasse esse valor para explorar a Europa de verdade? E quem sabe depois a Ásia?

Karol Barbosa abrindo o presente de aniversário com as fotos e a passagem para a Europa escondida
O aniversário da caixinha: três fotos, e atrás de uma delas a passagem.

Porque no começo a ideia era ficar só 3 meses e manter tudo. Mas mesmo assim o carro a gente ia ter que vender, porque vocês sabem que carro parado dá gasto. E aí a conta foi ficando na nossa cabeça: se a gente quiser ficar mais tempo, todo esse dinheiro vai estar preso sustentando coisa parada no Brasil.

Vale a pena largar tudo? O que virou a chave pra gente

O que decidiu mesmo foi eu pensar em filho. Eu pensei assim: eu quero ter filhos, e eu nunca mais vou ter a idade que eu tenho hoje. Aquela experiência que a gente não conseguiu viver na época do intercâmbio, aquela vontade que ficou entalada, é agora. Depois pode ser que não dê. E, mesmo dando, é diferente.

E teve outra coisa, que para mim é a parte mais importante dessa história toda. Eu perguntei para ele: mas e se der errado? E se a gente chegar lá e tipo assim, não for isso que a gente queria, a gente se arrepender? E ele falou: bom, aí a gente volta. E começa tudo de novo. A gente tenta tudo de novo, a gente recomeça tudo de novo. Nós somos brasileiros, o Brasil está lá, isso não é um problema.

Existe uma diferença entre ser prudente e deixar o medo tomar conta da nossa vida. Muitas vezes a gente chama de prudência aquilo que a gente só tem medo de realizar.

Karol Barbosa

Porque o peso de não saber é muito maior. Vir para cá e falar "nossa, que bom que a gente teve a oportunidade de ver com os nossos olhos, mas acho que é hora de voltar" é muito mais leve do que chegar daqui a mais seis anos ainda pensando "como teria sido se a gente tivesse ido?". A gente não queria isso. Então a gente foi.

Como foi vender praticamente tudo

A parte prática aconteceu rápido, faltando mais ou menos um mês. E foi aí que as coisas começaram a ficar reais:

  1. O carro foi vendido uma semana antes e foi muito louco, porque o comprador era de outro estado, veio lá de Porto Alegre buscar. Ali pareceu que as coisas estavam realmente começando a acontecer, sabe?
  2. Eu fiz um brechó dentro da minha própria sala, com arara de roupa e tudo. Saiu muita roupa, muito calçado.
  3. O que não vendeu ficou guardado na casa da minha sogra.
  4. E a gente desmontou aquela casa que a gente amava e fechou o nosso ciclo em Garopaba.

E não tem como tirar a saudade da bagagem, gente. Eu já estou com saudade da minha mãe, dos meus irmãos, e até do meu beach tennis. Faz duas semanas só, mas esse esporte me ajudou muito, muito mesmo. Então vai ter perrengue, vai ter dia difícil, e eu quero mostrar isso aqui também.

Onde a gente está agora e o que vem pela frente

Agora a gente está em Madri, na Espanha. Mas o nosso intuito nunca foi ficar parada num lugar só, era vender tudo e ficar viajando mesmo. Os 90 dias que a gente pode ficar dentro do espaço Schengen acabam no comecinho de outubro, então o próximo capítulo é esse aqui:

Mapa da Espanha e de Portugal com um marcador em Madri, onde Karol Barbosa está morando
Nosso ponto no mapa agora: Madri, na Espanha.
  • Aproveitar ao máximo o tempo que ainda sobra dentro do espaço Schengen.
  • Depois sair para o Reino Unido e para a Irlanda, que não fazem parte do Schengen e por isso contam separado.
  • Voltar para a Irlanda, que é onde tudo começou e onde a gente nunca conseguiu fechar essa história direito.
  • E mais para frente, quem sabe, a Ásia.

A verdade é que eu realmente não faço ideia de onde essa história vai parar. Mas eu acho que essa é a parte legal também.

O que muda aqui no canal e no blog

Sejam muito bem-vindos ao meu diário. É assim que eu quero usar esse espaço: vlog, viagem, os lugares que a gente for conhecer, os perrengues, as descobertas, os sentimentos, a vida real dessa fase. E não é só por vocês, não. É para um domingo chuvoso daqui a uns anos a gente sentar, assistir e falar assim: lembra quando a gente foi para tal lugar? Vamos colecionar memórias. E também para a minha família, que está no Brasil, poder assistir e ver o que a gente está fazendo.

Quem fica esperando que o vento mude ou que o tempo fique bom nunca plantará nem colherá nada.

Eclesiastes 11:4

Esse versículo é o que mais faz sentido para mim nessa fase, e inclusive foi um dos primeiros que eu compartilhei no meu primeiro vídeo. Porque talvez a gente nunca tenha o cenário perfeito. Talvez nunca exista uma placa no momento certo dizendo assim: é agora, vai. Então em algum momento a gente precisa ter a coragem de plantar, mesmo sem saber exatamente como vai ser a colheita. Porque algum aprendizado a gente sempre vai levar.

E olha, eu não estou incentivando ninguém a largar tudo e vir para a Europa com dois mil reais e dormir na rua. Não é isso, gente. É só para você olhar com honestidade para aquele sonho que você vem adiando e se perguntar se o que está te segurando é prudência mesmo, ou se é medo. Me conta nos comentários do vídeo qual é o seu, eu quero muito saber. E vamos orar para que Deus te dê muita coragem. Um super beijo e até o próximo!

Karol Barbosa acenando com a legenda Nova temporada, na Europa, no fim do vídeo
Nova temporada, na Europa. Bora?

Perguntas frequentes

Por que vocês venderam tudo para morar na Europa?

Não foi por insatisfação, e é isso que confunde as pessoas: estava tudo dando certo no Brasil, com trabalho, esporte, casa e família por perto. A vontade vinha desde o intercâmbio na Irlanda, em 2019, que a pandemia interrompeu. O que pesou foi não querer chegar daqui a mais seis anos ainda pensando "como teria sido se a gente tivesse ido?".

Onde a Karol Barbosa está morando agora?

Agora a gente está em Madri, na Espanha. Mas o intuito nunca foi ficar num lugar só: a gente vendeu tudo justamente para poder viajar e conhecer vários países da Europa.

Quantos dias posso ficar na Europa sem visto?

Brasileiro pode ficar até 90 dias, dentro de um período de 180 dias, nos países do espaço Schengen sem precisar de visto de turista. Reino Unido e Irlanda não fazem parte do Schengen, então têm regras próprias e a contagem é separada. É por isso que eles são o nosso próximo destino.

Vale a pena largar tudo e morar na Europa?

Para a gente valeu, mas a resposta honesta é que não dá para ter certeza antes de tentar. O que fez a gente ir foi perceber que o peso de não saber é maior do que o peso de tentar: se der errado, dá para voltar e recomeçar. O que eu não recomendo é vir sem planejamento nenhum — existe diferença entre ser prudente e deixar o medo decidir por você.

Brasileiro precisa de visto para morar na Europa?

Para turismo, não: brasileiro entra no espaço Schengen sem visto e pode ficar até 90 dias dentro de um período de 180. Mas isso é permanência de turista, não autorização para morar ou trabalhar. Para se estabelecer de verdade é preciso um visto ou autorização de residência do país de destino, ou uma cidadania europeia. No nosso caso a gente está viajando dentro do limite de turista, e não com visto de residência.

O que vocês venderam antes de ir para a Europa?

Praticamente tudo, em mais ou menos um mês. O carro foi vendido uma semana antes do voo, para um comprador que veio de Porto Alegre buscar. As roupas e os calçados saíram num brechó que eu montei dentro da minha própria sala, e o que sobrou ficou guardado na casa da minha sogra.

Como a Karol Barbosa e o marido se conheceram?

A gente se conheceu em 2019, fazendo intercâmbio na Irlanda. Os dois somos de Santa Catarina e fomos nos encontrar do outro lado do oceano. Acho que isso explica bem essa vontade que a gente tem de conhecer país novo e cultura nova.

O canal vai continuar com haul e comprinhas?

O canal entra numa fase nova, documentando a vida na Europa: vlog de viagem, rotina, perrengue e descoberta. Os cupons de desconto e as parcerias com as marcas continuam todos na página de cupons do site.

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Karol Barbosa

Karol Barbosa

Criadora de conteúdo UGC e micro-influenciadora especializada em moda, beleza e lifestyle. Ajudo marcas a conectar com seu público através de conteúdo autêntico.